Estudei, no ensino básico, em diferentes instituições,
porém ambas estaduais. Durante todo o meu ensino fundamental a única tecnologia
que foi disponibilizada foi uma
televisão e um vídeo cassete. E para assistir um filme tínhamos que todos nos
sentar muito próximos da TV porque sua tela era relativamente pequena para a
quantidade de alunos da sala. Já em casa tive acesso a computador, internet,
câmeras filmadoras e etc desde cedo. Meus trabalhos eram entregues digitados e impressos, e minhas pesquisas
sempre eram feitas com o auxílio da internet, apesar de termos em casa uma
enciclopédia e a escola dispor de um vasto acervo bibliográfico. Lembro que um
trabalho da disciplina de História na sétima série, eu e minha amiga decidimos
falar sobre o processo evolutivo da moda, e para tanto gravamos com o auxílio
de uma câmera filmadora e do computador um vídeo em VHS, e depois apresentamos
o trabalho em formato de filme.
No ensino médio as coisas não
formam muito diferentes. Mudei de escola, mas a situação não mudou. Esta nova
instituição até tinha um laboratório de informática, porém pouco podíamos usar, pois sempre faltava
monitor ou alguma peça dos próprios computadores.
Ingressei na Universidade e aí
entrei em desespero... Apesar de sempre ter tido contato com computador eu
jamais havia feito qualquer trabalho de programação. Dentro da Física temos
cadeiras obrigatórias específicas para
esta área, denominadas: Métodos Computacionais da Física (A, B e C), e Métodos
Computacionais para Licenciatura (A e B) (na época essas eram as única
obrigatórias, agora há a ênfase Física Computacional e essa lista de
disciplinas se estende). Devido a minha troca de ênfase tive a oportunidade de
fazer uma do bacharelado e as duas da licenciatura. Não foi fácil me adaptar a
essa nova metodologia de aula como aluna e muito menos compreender como
integrar isso numa aula sendo eu a docente.Em seguida tive acesso as TIC’s em várias cadeiras e em
cursos oferecidos em eventos da área de pesquisa em ensino. Atualmente dia
considero as TIC’s ferramentas valiosas no ensino e acredito que independente
da área de formação elas podem auxiliar muito na elaboração e nas práticas de aula.
Porém devo ressaltar que há um contra em utilizarmos as TIC’S (na realidade
dentro da academia, assim como há a linha defensora das TIC’s, há uma linha
crítica, me refiro aqui a uma visão ingênua e não muito aprofundada sobre essa
questão): quando elas são utilizadas dissociadas de uma nova metodologia. Não
adianta reproduzirmos no ppt o que poderíamos escrever no quadro simplesmente
porque isso poupará tempo de aula, ou ainda levar uma simulação toda incrementa
e apenas nós, os professores, trabalharmos com nela. Todo novo material deve
ser acompanhado de uma metodologia e devemos estar prontos para, se as escolas
onde trabalharmos tiverem estrutura e material, usarmos as TIC’s para deixar a
aula mais prazerosa e facilitar a compreensão de certos conteúdos didáticos.
Olá Josiane,
ResponderExcluirobrigada por dividir tua narrativa, e teu "desespero" conosco. Concordo quando dizes que o uso da tecnologia deve estar acompanhado de uma metodologia que faça dele uma ferramenta que acrescente algo ao ensino/aprendizagem/compreensão do aluno, não sendo apenas um substituto que exerça as mesmas funções de métodos anteriores.
Abraços, Anelise.