quinta-feira, 19 de abril de 2012

Identidade docente - Um mapa conceitual

Olá pessoal,

Esta postagem é para realizar a tarefa de postar o mapa conceitual sobre identidade docente. Aviso que o que eu fiz não é um mapa conceitual que siga estritamente a definição do mesmo, há erros e contravenções com a teoria do Profº Moreira.
E para explicar o mapa:
Após ler os textos escolhidos pela professora, me convenci de que a identidade docente é composta principalmente pelos saberes docentes.Não vou explicá-los neste texto, pois há dois dias fiz uma postagem falando exclusivamente deles. 
Outra questão que envolve a docência é que ela é uma profissão e deve ser vista como tal, não é vocação ou ato de caridade. Por isso os professores devem ser respeitados e reconhecidos como profissionais, com formação superior, como qualquer outro profissional que está no mercado: engenheiros, médicos, arquitetos e etc...
Por fim acredito que a identidade docente, assim como outras profissões, envolve o eu, o gostar, o se sentir um profissional desta área. Não podemos fazer licenciatura só porque o governo dá auxílios ou porque teremos emprego garantido no futuro. Essa é mais uma questão filosófica do que qualquer outra coisa. Acredito que temos que fazer algo em que nos sentimos bem e completos. Ganhar dinheiro é consequência do trabalho, e mesmo que seja pouco, não precisarei gastar nada com auxílio psicológico porque estou no emprego errado. 
"Um homem é um sucesso se pula da cama de manhã, vai dormir à noite e, nesse meio tempo, faz o que gosta" Bob Dylan

quarta-feira, 18 de abril de 2012

AS TIC'S EM MINHA VIDA...


Estudei,  no ensino básico, em diferentes instituições, porém ambas estaduais. Durante todo o meu ensino fundamental a única tecnologia que foi disponibilizada  foi uma televisão e um vídeo cassete. E para assistir um filme tínhamos que todos nos sentar muito próximos da TV porque sua tela era relativamente pequena para a quantidade de alunos da sala. Já em casa tive acesso a computador, internet, câmeras filmadoras e etc desde cedo. Meus trabalhos eram entregues  digitados e impressos, e minhas pesquisas sempre eram feitas com o auxílio da internet, apesar de termos em casa uma enciclopédia e a escola dispor de um vasto acervo bibliográfico. Lembro que um trabalho da disciplina de História na sétima série, eu e minha amiga decidimos falar sobre o processo evolutivo da moda, e para tanto gravamos com o auxílio de uma câmera filmadora e do computador um vídeo em VHS, e depois apresentamos o trabalho em formato de filme.
No ensino médio as coisas não formam muito diferentes. Mudei de escola, mas a situação não mudou. Esta nova instituição até tinha um laboratório de informática,  porém pouco podíamos usar, pois sempre faltava monitor ou alguma peça dos próprios computadores. 
Ingressei na Universidade e aí entrei em desespero... Apesar de sempre ter tido contato com computador eu jamais havia feito qualquer trabalho de programação. Dentro da Física temos cadeiras  obrigatórias específicas para esta área, denominadas: Métodos Computacionais da Física (A, B e C), e Métodos Computacionais para Licenciatura (A e B) (na época essas eram as única obrigatórias, agora há a ênfase Física Computacional e essa lista de disciplinas se estende). Devido a minha troca de ênfase tive a oportunidade de fazer uma do bacharelado e as duas da licenciatura. Não foi fácil me adaptar a essa nova metodologia de aula como aluna e muito menos compreender como integrar isso numa aula sendo eu a docente.Em seguida  tive acesso as TIC’s em várias cadeiras e em cursos oferecidos em eventos da área de pesquisa em ensino. Atualmente dia considero as TIC’s ferramentas valiosas no ensino e acredito que independente da área de formação elas podem auxiliar muito na elaboração e nas práticas de aula. Porém devo ressaltar que há um contra em utilizarmos as TIC’S (na realidade dentro da academia, assim como há a linha defensora das TIC’s, há uma linha crítica, me refiro aqui a uma visão ingênua e não muito aprofundada sobre essa questão): quando elas são utilizadas dissociadas de uma nova metodologia. Não adianta reproduzirmos no ppt o que poderíamos escrever no quadro simplesmente porque isso poupará tempo de aula, ou ainda levar uma simulação toda incrementa e apenas nós, os professores, trabalharmos com nela. Todo novo material deve ser acompanhado de uma metodologia e devemos estar prontos para, se as escolas onde trabalharmos tiverem estrutura e material, usarmos as TIC’s para deixar a aula mais prazerosa e facilitar a compreensão de certos conteúdos didáticos.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Saberes Docentes

Olá pessoal...
Depois de ter lido o texto "Os professores diante do saber : esboço de uma problemática docente", de Maurice Tardif, me peguei pensando sobre algumas questões que são, no mínimo, curiosas, e gostaria de dividir com a turma. Ressalvo que, exceto nos momentos que conceituo os saberes, as opiniões aqui expressas são de minha autoria.
O texto começa falando que os saberes docentes são pluralizados, que não provém do mesmo tipo de  "aprendizagem". Para o autor há quatro tipos de saberes que dão origem ao "saber  docente total", são eles: saberes da formação profissional, saberes disciplinares, saberes curriculares e saberes experienciais.
Os saberes da formação profissional seriam os que adquirimos na graduação, pós graduação e demais cursos de formação. No caso de nós professores, as teorias e metodologias de aprendizagem, poderiam ser consideradas como parte desse saber. Pois, é nos ambientes de ensino superior que aprendemos sobre os teóricos e estudiosos da educação e do ensino especifico das áreas.Muito raramente alguém que não tenha contato com estes ambientes saberá mais profundamente conceitos especifícos ou mesmo os conhecerá.
Os saberes disciplinares, dizem respeito as especificidades de cada disciplina. No meu caso, sendo uma futura professora de Física, meus saberes disciplinares são compostos pelas matérias de física ( mecânica, eletromagnetismo, física moderna, etc...) e pela história, filosofia e epistemologia da ciência. Essa última parte pode gerar desconforto em alguns leitores deste texto, mas como me proponho a expor uma ideia pessoal, não acho que deva ser julgada sem antes lerem a próxima linha. Para a escritora que vos escreve, um bom professor de qualquer disciplina deve ter a história e filosofia de sua área como algo intrinseco a seu aprendizado, pois só o conteúdo pelo conteúdo, esvazia a aula e torna o mais interessante dos assuntos  algo monótono e sem cor. Numa era em que lutamos para "animar" os alunos para os estudos, acredito que devemos, não apenas criticar essa situação, mas repensar o dever e saber do professor, bem como sua prática e metodologias. Para tanto devemos estar a par do fato de que cada disciplina não é uma gaveta, que podemos abrir usar seu conteúdo e guardar no fim, mas que as disciplinas sobrevivem e convivem conjuntas, indissociáveis. Bem já falei demais sobre este saber, passemos para o próximo...
Os saberes curriculares dizem respeito a imposição de conteúdos de cada escola. Esta imposição é trazida através do programa escolar, que imputa objetivo, metodologia e conteúdos a serem dados. De uma forma mais abrangente o PCN e PCNEM das áreas poderiam ser trazidos como saberes curriculares. Mas cabe ao professor questionar e se posicionar perante essa imposição. Será que isso vale para mim e para minha turma? Será que a minha realidade condiz com o que eles estão pregando?
Bem para responder as perguntas acima, recorro ao último saber citado por Tardif , o saber experencial, que deriva das experiências vividas pelo docente. Esses saberes são essenciais e conseguem dialogar com os demais. São esses saberes  experenciais que permitem ao professor escolher qual metodologia caberá para sua turma, bem como, quais conteúdos são essenciais e qual abordagem deve ser tomada. Ninguém aprende uma profissão sem atuar, podemos ficar muitos anos dentro da academia fazendo leituras e discutindo sobre meios de melhorar a educação e a prática docente, mas só quem esta vivenciando isso, ou teve algum tipo de acesso a escola, poderá de fato construir algo que seja modificador de uma realidade; mesmo que seja uma realidade local. A experiência também nos dá suporte para criticar práticas imputadas e decisões que vem dos orgãos  governamentais e chegam até a escola como "lei".
De fato todos os saberes acima citados compõe o saber docente, e não é possível imaginar um professor que, em maior ou menor grau, não os possua. Mas devemos tomar cuidado para não dar valor excessivo a um e esquecer outros. Um professor que sabe muito de sua disciplina, mas não conhece metodologias e não possui experiência, se torna enfadonho. Bem como, um professor que sabe muito de metologia, mas desconhece sua disciplina se torna mero "animador de torcidas"!!!
Por hoje era isso...

Com carinho